quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O uso da criatividade no processo de negociação

Qualquer cenário de negociação é um local de tensão e pressão, por mais que possamos estar acostumados a negociar e ocorrem dos dois lados. Somos competitivos, pois desde criança fomos formados para ser o primeiro, termos a melhor nota, e há aqueles que foram criados com o lema: “ para ganhar é preciso fazer o outro perder”, para viver é preciso matar, “viver é trabalhar um leão por dia”.



Fomos criados na ambigüidade, tais como: cooperação – competição, verdade- mentira, curto – longo prazo, preto – branco, para ganhar é preciso que alguém perca.


Negociar faz parte da nossa vida, desde os povos primitivos. Viver é negociar.


Negociar é um processo de alcançar objetivo (s) através de acordo em situações que ocorrem pensamentos divergentes e convergentes. O que importa é levar ao segundo pensamento.


Exercício de pensamento divergente e convergente, como também aplicação de Técnicas Criativas de Problemas poderá facilitar no ato da negociação criativa, já que negociar é resolver problemas, administrar conflitos, etc.


A criatividade no processo de negociação favorece a flexibilidade, melhor aproveitamento da diversidade e a conciliação de situações opostas, encarando e conduzindo a negociação a favor de ambas as partes.


Pensar no processo ganha- ganha diria que é uma inverdade, sempre envolve dinheiro, interesses, status. O que podemos pensar é no processo de conciliação entre situações que muitas vezes colidem, e buscarmos um denominador comum, onde o processo de perda e ganho seja mais equilibrado e a criatividade possa favorecer o surgimento de uma terceira opção, ou resposta, e que esteja de acordo entre ambas as partes.


Hoje, para obter sucesso é necessário, além do conhecimento técnico, a habilidade para solucionar problemas, relacionamento, lidar com a diversidade o que implica na utilização da capacidade criativa, sendo pró – ativo e quebrando paradigmas.


A pessoa pró – ativa e criativa possui uma postura sempre firme em relação aos diversos problemas que enfrenta, não só no mundo corporativo, como também na sua vida particular. Ela não quer fazer parte do problema, mas sim da solução, não quer ser mais uma no meio de 2 mil e sim busca seu diferencial, move-se ao longo do tempo, ou seja, pensa sobre o que acontecerá com o seu trabalho daqui a um certo tempo.


A destruição mental de tudo que já existe é condição primordial para iniciar o processo criativo. Grande parte do nosso pensamento é reativo: respondemos à uma necessidade, resolvemos problemas, superamos dificuldades, destinamos pouco tempo para a pró-atividade.


Podemos observar que os argumentos dos negociadores são basicamente os mesmo, tais como: temos qualidade, preço, distribuição, tradição, etc. O uso da criatividade poderá favorecer numa mesa de negociação pelo o argumento do negociador fugindo do convencional , garantindo de maneira firme e convincente a validade do que está sendo tratado.


Vivemos num contexto muito agitado e por vezes robotizado . A pausa criativa poderá ser a mola propulsora para o hábito pró-ativo, a ociosidade poderá facilitar a geração de idéias, embora recentemente, durante um programa de treinamento, um participante alegou ser mais criativo em momentos sob pressão, relatando situações vivenciadas numa mesa de negociação, trazendo idéias criativas e produtivas.


Negociadores criativos são flexíveis, sempre estão abertos e criam a novas alternativas, muitas vezes melhor do que as propostas iniciais na negociação, mesmo porque já colocou-se no lugar do oponente, aumentando o nível de argumentação.


A criatividade favorece enxergar o que todos enxergam, mas visualizando coisas diferentes , transformando riscos em oportunidades, identificando algo a mais do que o cotidiano, favorecendo contornar objeções ,agindo pro- ativamente.


Negociar não se aprende lendo e sim fazendo.Para a criatividade não existe erros e sim ensaios. A aprendizagem através dos erros e acertos é fundamental tanto para a criação quanto para negociação.


Nos programas de treinamentos Criatividade em Negociação, praticamos jogos e simulações tendo como referencial a prática do desenvolvimento do pensamento divergente e convergente, assim como exercícios de Analogia Inusual, favorecem estabelecer conexões com situações que, no primeiro momento, parecem antagônicas, assim como, praticamos as etapas de Solução Criativa de Problemas. Estas estratégias favorecem abrir a mente dos participantes e a quebra de modelos mentais.


O ponto de partida inicia-se nas fases de negociação já conhecida por todos.






Vou apresenta-la de maneira sistematizada, embora na prática as fases ocorrem em conjunto.






1- fase – Informações


O ponto de partida é buscar informação do produto, mercado, local, sinais do mercado, clientes potenciais, conhecer as necessidades, identificar e provocar oportunidades, e não somente considerar o que há para ser vendido como também o que os clientes necessitam. É preciso saber as fraquezas e os aspectos fortes do negociador, do oponente as e da sua pessoa, reconhece as objeções. Colocar o chapéu do oponente passa a ser fundamental.






2. fase- Criação


Nesta etapa muitas vezes o caos está instalado e as grandes desordens mentais são construtivas, pois neste momento poderá ocorrer a criação tendo como referencial a fase 1. Fantasma do passado não consegue resolver os problemas atuais. Fazer as coisas da mesma maneira, nem sempre garante resultados diferentes. A falta da imaginação é e em grande parte responsável pelos conflitos, onde as partes se recusam a imaginar o que o outro faria, pensariam ou podem sentir.


Praticar o pensamento divergente, convergente, estabelecer analogias para aumentar o argumento, poderá ser uma estratégia favorável, nesta etapa.


Tenha uma idéia, e depois, pense: se não tivesse essa qual outra teria, vá buscando mais de uma resposta para cada pergunta. Pense: o que poderá ser substituído, qual a equivalência e assim por diante, sempre gerando várias respostas. Isso é inovar, é utilizar da criatividade tornando-o competitivo.






3 fase- decisão- conciliação


A figura do Consultor de Negócio passa a ser colocada em pratica em conjunto com o oponente. A escolha a decisão poderá favorecer o surgimento de uma terceira opção através do escutar o oponente, embora somente escutar não garanta a resolução da negociação, somente resolve quando os interesses são opostos, campo este fértil para o negociador criativo.






4- fase – implementação


As pessoas agem como se desconhecessem as diferenças, normalmente não praticam o que dizem. Todo o processo acima foi por água abaixo. Surge novamente a necessidade de ser criativo negociando com fornecedores e comprador através de estratégias persuasiva. A criatividade no processo de negociação envolve o ato de escutar, criar, conciliar, decidir e finalmente administrar, tendo como referencial a visão dos dois lados. O desenvolvimento da percepção do negociador, favorece a visão geral e específica do cenário de negociação, assim como facilita a intuição, analogias e argumentação. Cada vez mais a importância de pensar diferente, gerar idéias, enxergar oportunidades. Num mundo cheio de estímulo isso passa a ser fundamental para a sobrevivência das pessoas e das organizações. Ser versátil no mundo das negociações favorecem o pensamento criativo e mudar rapidamente enquanto é possível, identificando o momento de parar ou de continuar.


Estimular o músculo da criatividade é fundamental. Mas só exercitar não adianta é necessário agir. Considerando uma economia globalizada, aumenta a necessidade de pensar criativamente e agir estrategicamente.






“No mundo dos negócios e na vida em cada problema, ocorrem oportunidades para serem desvendadas.”






Maria Inês Felippe
Coordenadora dos cursos de MBA em Gestão Estratégica de T&D

quarta-feira, 13 de julho de 2011

13 de julho - Dia Internacional do Rock!

Mas porque 13 de julho?


Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.
Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas. Dois shows foram realizados, sendo um no lendário Wembley Stadium de Londres (Inglaterra) e outro no não menos lendário JFK Stadium na Filadélfia (EUA).
  



Os shows traziam um elenco de megastars, como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países. Ao contrário do festival Woodstock (tanto o 1 como o 2), o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações.


No show da Filadélfia, Joan Baez abriu o evento executando "Amazing Grace", com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho "eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego
e agora consigo ver". Este show marcou também a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria.
No final deste show, Mick Jagger e Tina Turner juntos, cantando "State of Shock" e "It's Only Rock and Roll", com Daryl Hall, John Oates e os ex-integrantes dos Temptations, David Ruffin e Eddie Kendrichs fazendo os backing vocals. Foi realmente um momento único na história do ROCK!


O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sem paciência - sem essência

por Ana Laura Sanchez

Com certeza você já conheceu (se não, vai conhecer) aquela pessoa que nasceu de mal com a vida. Em meio a tantos acontecimentos diários, nos deparamos com várias situações que nos causam desconforto, ou tensão, ou stress. E nessas horas, descobrimos como estamos em relação a nós mesmos. Até onde anda sua paciência? Aonde ela está ligada a sua educação? Não é porque passo por um momento tenso no meu dia, que preciso faltar com respeito com o próximo. Isso é humano, momentos de pico de tensão.


Porém estou tratando aqui dos impacientes, que se tornam difíceis de digerir nos ambientes que o cerca, seja no trabalho, em casa, na sociedade. Pessoas que explicam uma vez, a segunda já está com tom de voz elevado - como que impondo a você, que é um burro. Intolerável a falta de educação de pessoas que não sabem lidar com momentos difíceis ou inusitados. Postei no alge da revolta uma frase no Facebook, dizend oque odeio pessoas intolerantes, estupidas, sem paciencia. E adivinhe? em 3 minutos, 4 pessoas haviam curtido meu post. É uma visão só minha? Negativo, é uma realidade que passo e que muitos conhecidos também sentem. Recebi um e-mail excelente, de palavras certas do Arnaldo Jabor, no qual me fez realmente refletir. Perca 60 segundos, e reflita também, para que quem sabe, antes de perder a paciência, você possa respirar, e ver que a vida é muito bela pra se perder em mesquinharias.

PACIÊNCIA (Arnaldo Jabor)



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...


Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.


Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que


lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...E o bem comportado executivo?


O "cavalheiro" se transforma numa "bestaselvagem" no trânsito que ele


mesmo ajuda a tumultuar...


Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,o jeito do


chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, omarido uma "mala sem alça".


Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.


O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.


Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei acabeça, inconformado...


Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.


Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.


A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada


vez mais em alta.


Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?


Qual é a finalidade de sua vida?


Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.


E você?


Onde você quer chegar?


Está correndo tanto para quê?


Por quem?


Seu coração vai agüentar?


Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?


A empresa que você trabalha vai acabar?


As pessoas que você ama vão parar?


Será que você conseguiu ler até aqui?


Respire...


Acalme-se...


O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.


Otimo Fim de semana !



quinta-feira, 19 de maio de 2011

A essencia da Alma

Por meu amigo William Peres

A vida se torna mais bela e mais complexa a medida que se vive ela, nos tornamos tão orgulhosos em face do conhecimento o qual ao longo da nossa trajetória vamos adquirindo que passamos a nem nos darmos mais o direito de errar, e consecutivamente nos entregamos aos caminhos do materialismo, os quais a palavra chave é ganhar.



Nos esquecemos tanto do que é realmente ser feliz, nos afastamos tanto do que nos dava ou poderia nos dar prazer, que mesmo a mais bela música nos chega como barulho aos ouvidos, não atingindo em hipótese alguma o coração. E nos esquecemos muitas vezes de nos perguntarmos, isso é viver? Pergunta a qual a melhor resposta seria, certamente que não.


Apontamos os erros dos outros, não enxergamos os nossos próprios, somos indulgentes para conosco, mas verdadeiros juízes para com o próximo, riscamos a palavra perdoar do nosso dicionário, pois passamos a ter a errônea idéia de que “perdoar” é para os fracos, como se guardar mágoa fosse o mesmo que ser forte, agindo assim, de nós mesmos passamos a ser carrascos, decretamos a nossa própria morte,mas não somente a morte física, como concomitantemente a morte espiritual, sendo esta a maior morte de todas, passamos a agir como o homem sem fé nas pessoas, que não passa de um ser transitando pela Terra, que não vê senão pouco além daquilo que seus pobres e limitados olhos podem lhe oferecer,homem este que se vê impossibilitado de enxergar com a alma e se afinar com o universo, este universo que é parte irrestrita de Deus, sendo Deus a perfeição, tudo aquilo de bom que não podemos definir com palavras, mas podemos sentir no coração. Coração daqueles que não perdem a esperança, dos justos, dos mansos, dos que vêem a luz na escuridão, aquecem os que passam frio, alimentam os que tem fome, e crêem que as leis de Deus não passarão, como passam as do Homem.


Para aqueles que se lançam ao abismo do orgulho, cheios de seus títulos, mestres, doutores, e perderam a humildade, só nos resta o sentimento de tristeza e, lhes oferecermos a nossa mais sincera amizade, afinal que futuro tem o orgulhoso, o egoísta, a não ser a dor e a solidão? Do que adianta tanto conhecimento, tanta filosofia se não conseguirmos ajudar ao nosso irmão, se não formos capazes de filosofar? Aliás, cabe a nós termos discernimento para diferenciarmos conhecimento de sabedoria, para que possamos realmente usar o nosso conhecimento de uma forma sábia.


Assim, com o passar do tempo faz se necessário se manter nos caminhos do bem, combater o mal, dentro do que nos for possível e talvez até mesmo realizarmos o impossível, para então, quando chegar o momento final, podermos ter a certeza de que demos o máximo de nós próprios, fizemos o que podíamos, e ao fecharmos os nossos olhos sentirmos a paz do dever cumprido, da consciência livre dos tormentos, livre das angústias, das cobranças pelo desequilíbrio, que muitas vezes nos entregamos ao nos afastarmos da caridade, a não darmos valor a quem amamos.


Ter bom ânimo é indispensável, vencer o mundo é o grande desafio, entendendo que quanto maior o combate maior a glória da vitória, e por mais que nos atinja o pessimismo, tenhamos a certeza de que não estamos sozinhos, a divindade não é um mito, a não ser para aqueles que se prendem a terra, quando deveriam fazer parte do maravilhoso cosmos infinito.

O que não te destrói...

O Que não te Destrói, Te Fortalece!