por Ana Laura Sanchez
Creio ser essencial, antes de qualquer coisa, conceituar esse adjetivo – “apaixonante”. Claro que cada pessoa tem suas próprias referências para considerar uma outra como tal ou não. porém, algumas características e comportamentos universais costumam definir alguém assim. .
De modo que, se você for alegre, bem-humorada, positiva, amigável, boa ouvinte, sincera, evitar preconceitos de qualquer ordem e praticar a gentileza, muito provavelmente será considerada uma pessoa apaixonante.
Então, agora, partindo do pressuposto de que sabemos muito bem diferenciar uma pessoa atraente de uma repelente, sugiro uma importante reflexão: você tem se comportado como uma pessoa namorável, encantadora e capaz de corresponder às melhores das intenções de alguém que pretende experimentar um relacionamento maduro? E se sim, tem realmente reconhecido isso tudo em você? .
O que tenho observado em muitas pessoas que de fato tem um enorme potencial para serem apaixonantes é que elas simplesmente não se dão conta disso, não acreditam em si mesmas. Não reconhecem o melhor que existe nelas. E assim, relacionam-se como se não fossem merecedoras dessa reciprocidade.
Explico: em contato com o outro, especialmente num encontro afetivo, essas pessoas cuja autoestima encontra-se capenga, criam uma dinâmica que só posso chamar de “miserável”. Comportam-se o tempo todo, como se tivessem de mendigar amor, implorar atenção. Como se precisassem, desesperadamente, do reconhecimento do outro para não morrer de solidão.
E sabe o que é pior? Em geral, não conseguem o que mais querem. A estratégia, de tão pobre, não funciona, porque a gente atrai o que transmite. E se você transmite, mesmo que sem perceber, a ideia de que não é apaixonante, atrairá pessoas que também não são, ou que também não se reconhecem. E ambos seguem alimentando essa dinâmica do “amor miserável”.
Cobram-se cada vez mais, dão-se cada vez menos e ganham, na mesma medida, uma carência cada vez mais profunda. Destroem-se lenta e mutuamente, consumindo suas energias na tentativa de, enfim, merecer mais uma migalha de amor.
Se você quer se livrar de qualquer indício desse tipo de dinâmica e investir, firme e seguramente, num comportamento que lhe garanta a aproximação de pessoas tão especiais quanto você, sugiro que comece a desenvolver um olhar mais autêntico e genuíno para si mesmo. Algo como usar a inteligência para calibrar o coração e, assim, passar a ter pensamentos, sentimentos e ações que lhe rendam aquele amor gostoso que você tanto quer e merece viver. E saiba que pessoas namoráveis e apaixonantes preenchem alguns requisitos básicos: .
- Realmente gostam de si, e se tem algum detalhe que lhes desagrada, tratam de aprender a ser e fazer diferente.
- São humildes e muito simpáticas, mas completamente cientes do quanto merecem e, portanto, não aceitam migalhas.
- Não insistem numa relação miserável por mais tempo do que o suficiente para se darem conta de que não é isso que querem.
- Sabem aproveitar sua solteirice, divertir-se com os amigos e fazer valer a máxima “antes só do que mal acompanhado”.
- Transformam as relações que não deram certo em valiosos aprendizados e crescem com as dores, em vez de se fazerem de vítimas e ficarem se lamentando aos quatro cantos.
Enfim, ser uma pessoa namorável, apaixonante e que vale a pena é resultado de autoconhecimento, amor próprio e muita sensibilidade para se dar conta do que você tem de melhor e, especialmente, do que ainda tem a aprender e amadurecer !
Bjo na ponta do nariz !
segunda-feira, 16 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Oprah Winfrey - apresentadora de televisão, psicóloga e atriz norte-americana - despejou em seu talk show alguns conselhos que toda mulher deveria saber. E não queridas, não façam como eu. Não desprezem a maestria de Oprah. Não à toa, ela é uma das mulheres mais bem-sucedidas e influentes do show business. Sem falar que foi indicada ao Oscar por A Cor Púrpura... dispensa comentários, né? Então, se esta mulher consegue embolsar mais de um bilhão de dólares em apenas um ano, alguma coisa ela tem, alguma coisa ela sabe, mulhegada! Vamos ao que interessa:!
Que me desculpem as moderninhas de plantão, isso é um fato. É o homem quem decide quando VOCE vai namorar, vai casar ou não. Não que nós não tenhamos nosso grito de guerra e nossa victoria’s secre... oops, nosso Secret Power. A gente pode decidir quando quer sexo, por exemplo. A hora que quiser, com quem quiser. Mas relacionamentos é oooutra história.
2.Pare de dar desculpas para um homem e seu comportamento. Sabe aquele grilinho te falando que ele está mentindo, que não quer te ver, que não te deseja e blábláblá? Pois é, que tal escutá-lo? Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque está mesmo. Não continue a relação porque você acha que "ela vai melhorar". Vai acabar se chateando daqui um ano por continuá-la quando as coisas ainda não estiverem melhores. Melhor ter um ex-marido amigo que um inimigo.
3.Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas. A gente sofre porque quer. Porque não se ouviu, não respeitou o próprio coração. Homens não dão foras, não dizem a verdade, jamais vão ferir teu ego. Mas dão dicas. Aaaaltas dicas do que (não) querem. E, se você souber usá-las a seu favor, jamais entrará numa roubada.
4.Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem de acontecer. FATALITY ENTER. Você precisa mesmo trocar seu ovo cozido só porque ele gosta mais do frito? Precisa mesmo começar a gostar de samba-rock só porque ele também gosta? Se ele quiser mesmo ficar com você, terá de aceitá-la do jeito que você é.
5.Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz. Sabe seu trabalho? Aquilo que a professora te perguntava que você queria ser quando crescesse? Você cresceu mesmo? Pode ser também qualquer outra coisa, sabe? Uma aula de violão, um potão de ovomaltine, o filme do ano. Qualquer coisa que voce ame, pode te fazer tão feliz quanto um homem faria.
6.Se uma relação terminar porque ele não te tratou como devia, "foda-se, mande pro inferno, esquece!". Vocês não podem "ser amigos". Um amigo não destrataria o outro. A menos que você compartilhe uma cervejada com ele e depois role um futebolzinho, né?
7.Não conserte. Meias, cuecas, sapatos. Furou, rasgou? Manda ele se virar. Você não é a mãe dele, é a MULHER.
8.A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma. É onde você pode decidir. O que fazer ou não. Não tente cercear a liberdade dele. Proibi-lo de ver os amigos, de tomar cerveja, de jogar futebol, whatever. Não aja como se fosse dona dele. Ame-o, mas deixe-o livre.
9.Evite homens que têm um monte de filhos, de um monte de mulheres. Ele não casou quando elas ficaram grávidas, então, porque te trataria diferente? É, você é muito especial, querida. HOJE. E amanhã? Muitas ex-mulheres e filhos é sinal de confusão, certeza. Então evite.
10.Sempre tenha seu próprio círculo de amizade. Muito importante isso. Se a paixão acaba, como fica? Como você consegue sair pra afogar as mágoas com os amigos e esquecê-lo, se ele tá sempre lá? Como sua vida toca? Sem falar que você precisa de espaço sem ele por perto. Precisa saber o que é SUA vida e o que é a DELE. E precisa falar mal dele também de vez em quando, hahaha!
11.Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo. Homem TEM QUE SER gentil, fim de papo. Não permita uma só grosseria, um só levantamento de voz. Um homem vai te tratar do jeito que você permitir. Se você deixa pequenas coisinhas irritantes passarem, vai deixar as maiores também. Saiba que VOCE é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um cara te destrata, é ELE quem vai perder uma coisa boa. Amor próprio, meninas, doa a quem doer.
12.Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você. Não conte que sua melhor amiga tem hemorróidas, por exemplo. Não conte as conversas com suas amigas. Não conte tudo que você sente, não se entregue tanto assim, guarde um pouco pra você mesma. Dê um pouco de si todo dia, não tudo de uma vez.
13.Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso. A gente tem a estranha mania de idealizar o cara, né? Torná-lo perfeito, intocável. Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você... mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor. Ele é tão homem quanto você é uma mulher. Nem mais, nem menos.
14.Nunca deixe um homem definir quem você é. Não deixe que ele tome conclusões precipitadas a seu respeito. Saiba se impor, sem parecer um general, obviamente. Para isso, basta ter personalidade e amor próprio. Nada nem ninguém resiste.
15.Nem todos os homens são cachorros. Verdade. Não são todos farinha do mesmo saco. Estes são raros e quase um artefato de museu. É como ganhar na loteria, uma chance em mil. Uma amiga diz que precisamos passar por um monte de cafajestes até valorizar um bom homem. É isso mesmo.
1.Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe. Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Que me desculpem as moderninhas de plantão, isso é um fato. É o homem quem decide quando VOCE vai namorar, vai casar ou não. Não que nós não tenhamos nosso grito de guerra e nossa victoria’s secre... oops, nosso Secret Power. A gente pode decidir quando quer sexo, por exemplo. A hora que quiser, com quem quiser. Mas relacionamentos é oooutra história.
2.Pare de dar desculpas para um homem e seu comportamento. Sabe aquele grilinho te falando que ele está mentindo, que não quer te ver, que não te deseja e blábláblá? Pois é, que tal escutá-lo? Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque está mesmo. Não continue a relação porque você acha que "ela vai melhorar". Vai acabar se chateando daqui um ano por continuá-la quando as coisas ainda não estiverem melhores. Melhor ter um ex-marido amigo que um inimigo.
3.Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas. A gente sofre porque quer. Porque não se ouviu, não respeitou o próprio coração. Homens não dão foras, não dizem a verdade, jamais vão ferir teu ego. Mas dão dicas. Aaaaltas dicas do que (não) querem. E, se você souber usá-las a seu favor, jamais entrará numa roubada.
4.Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem de acontecer. FATALITY ENTER. Você precisa mesmo trocar seu ovo cozido só porque ele gosta mais do frito? Precisa mesmo começar a gostar de samba-rock só porque ele também gosta? Se ele quiser mesmo ficar com você, terá de aceitá-la do jeito que você é.
5.Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz. Sabe seu trabalho? Aquilo que a professora te perguntava que você queria ser quando crescesse? Você cresceu mesmo? Pode ser também qualquer outra coisa, sabe? Uma aula de violão, um potão de ovomaltine, o filme do ano. Qualquer coisa que voce ame, pode te fazer tão feliz quanto um homem faria.
6.Se uma relação terminar porque ele não te tratou como devia, "foda-se, mande pro inferno, esquece!". Vocês não podem "ser amigos". Um amigo não destrataria o outro. A menos que você compartilhe uma cervejada com ele e depois role um futebolzinho, né?
7.Não conserte. Meias, cuecas, sapatos. Furou, rasgou? Manda ele se virar. Você não é a mãe dele, é a MULHER.
8.A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma. É onde você pode decidir. O que fazer ou não. Não tente cercear a liberdade dele. Proibi-lo de ver os amigos, de tomar cerveja, de jogar futebol, whatever. Não aja como se fosse dona dele. Ame-o, mas deixe-o livre.
9.Evite homens que têm um monte de filhos, de um monte de mulheres. Ele não casou quando elas ficaram grávidas, então, porque te trataria diferente? É, você é muito especial, querida. HOJE. E amanhã? Muitas ex-mulheres e filhos é sinal de confusão, certeza. Então evite.
10.Sempre tenha seu próprio círculo de amizade. Muito importante isso. Se a paixão acaba, como fica? Como você consegue sair pra afogar as mágoas com os amigos e esquecê-lo, se ele tá sempre lá? Como sua vida toca? Sem falar que você precisa de espaço sem ele por perto. Precisa saber o que é SUA vida e o que é a DELE. E precisa falar mal dele também de vez em quando, hahaha!
11.Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo. Homem TEM QUE SER gentil, fim de papo. Não permita uma só grosseria, um só levantamento de voz. Um homem vai te tratar do jeito que você permitir. Se você deixa pequenas coisinhas irritantes passarem, vai deixar as maiores também. Saiba que VOCE é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um cara te destrata, é ELE quem vai perder uma coisa boa. Amor próprio, meninas, doa a quem doer.
12.Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você. Não conte que sua melhor amiga tem hemorróidas, por exemplo. Não conte as conversas com suas amigas. Não conte tudo que você sente, não se entregue tanto assim, guarde um pouco pra você mesma. Dê um pouco de si todo dia, não tudo de uma vez.
13.Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso. A gente tem a estranha mania de idealizar o cara, né? Torná-lo perfeito, intocável. Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você... mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor. Ele é tão homem quanto você é uma mulher. Nem mais, nem menos.
14.Nunca deixe um homem definir quem você é. Não deixe que ele tome conclusões precipitadas a seu respeito. Saiba se impor, sem parecer um general, obviamente. Para isso, basta ter personalidade e amor próprio. Nada nem ninguém resiste.
15.Nem todos os homens são cachorros. Verdade. Não são todos farinha do mesmo saco. Estes são raros e quase um artefato de museu. É como ganhar na loteria, uma chance em mil. Uma amiga diz que precisamos passar por um monte de cafajestes até valorizar um bom homem. É isso mesmo.
1.Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe. Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
sábado, 23 de abril de 2011
Você e seu Eu
![]() |
| para refletir... |
A idéia é simples e óbvia: você vive no presente, e aqui programa pelo menos parcialmente o seu futuro. Muita gente se esquece de samear, envolvida que fica pelo calor da batalha do dia-a-dia. Ou fica esperando as boas oportunidades para semear coisas grandes, mas o tempo vai passando e nem as sementes pequenas são lançadas. É um erro. De certa forma o futuro será um resultado do somatório da história individual, principalmente daqueles feitos, pequenos ou grandes, que têm futuridade, isto é, desdobram em resultados futuros.
Primeiro, faça uma análise de como você tem alocado o seu tempo hoje. Muito presente e pouco futuro? Então, tome alguma providência para mudar isso. Segundo, adquira o hábito de pensar diariamente, quando fizer sua agenda do dia, em termos de presente e futuro. Ponha alguma atividade boa para o seu futuro em cada dia. Pode ser um simples telefonema de manutenção de uma boa relação, pode ser a busca de uma informação-chave…enfim, você é que dirá o que é bom ou não para o seu próprio futuro. O importante é não esquecer dele.
até mais !
Ana Laura
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Definitivo
Este ano está trazendo mudanças grandes na vida de todos a meu redor: amigAs, amigOs, família, e inclusive na minha. A mudança é algo bom, pois nos permite vislumbrar o melhor para cada um de nós. Alguns casamentos, alguns nascimentos, alguns rompimentos, algumas mudanças de emprego, de cidade. Mas no geral, todos felizes, isso é bom demais, pois todos tem saúde e estão no processo de transição para algo melhor pra si. Esses dias, fui na minha amiga na saída do serviço, cheguei na casa dela e conversamos por 3 horas, porém, não larguei o not (fazendo planilhas e relatórios) enquanto ela me contava as novidades, casa nova, etc.
Isso vai se tornando normal? Deveria? Se não fosse assim, eu não conseguiria ter ido ve-la, pois a falta de tempo impede. Achei uma forma boa de lidar com essa correria sem abrir mão de ver pessoas queridas (espero que ela não tenha se importado, pois demos risada, fofocamos, e foi uma boa matar saudade, mas sem desgrudar do not... arg) o dia acaba e nem se deram conta. A falta de tempo, de amor, de detalhes, de humor, de fé estão consumindo as pessoas. E depende de cada um de nós aprendermos a lidar com isso.
Quem é você? Qual seu papel no mundo? O que você quer da vida? O que você faz de bom para que gostem de você? Reserve um tempo pra se dedicar a vida. Não recuse um convite para tomar um sorvete, ver um filme, fazer sessão pipoca, de andar de bike, fazer uma caminhada. Pessoas queridas nos querem bem, e não esqueça que as pessoas que queremos bem também sentem nossa falta. Pense nisso.

Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
sábado, 9 de abril de 2011
Se tornando invisível..
"TESE DE MESTRADO NA USP, por um PSICÓLOGO"
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível' Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoasenxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionadosob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.. Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seresinvisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiucomprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, umapercepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisãosocial do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário deR$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior liçãode sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, podesignificar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica opesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e nãocomo um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USPpassavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam meignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',diz.No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinhacaneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outraclasse, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, algunsse aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixopegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade eserviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava numgrupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca aprecieio sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, eclaro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas derefrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tembarata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversarcomigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aíeu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei peloandar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei nabiblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passeiem frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo essetrajeto e ninguém em absoluto me viu.. Eu tive uma sensação muito ruim. Omeu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa dacabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também asituações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor seaproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passarpor mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivessepassando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você estáinserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acreditoque essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esseshomens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casadeles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles sãotratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelonome. São tratados como se fossem uma 'COISA'
Lamentável? Pois é, a sociedade se torna cada vez mais individualista. Hoje, ao entrar em um elevador com mais 4 pessoas dentro, todos sobem até o próximo andar olhando pro chão, ou pro cinza da porta metálica, mas menos dar um sorriso, ou um bom dia ao outro. A MUDANÇA COMEÇA EM CADA UM DE NÓS.
Para o mal perdurar, basta o bem não agir.
Beijos,
Ana Laura M. Sanchez
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível' Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoasenxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionadosob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.. Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seresinvisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiucomprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, umapercepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisãosocial do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário deR$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior liçãode sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, podesignificar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica opesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e nãocomo um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USPpassavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam meignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',diz.No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinhacaneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outraclasse, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, algunsse aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixopegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade eserviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava numgrupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca aprecieio sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, eclaro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas derefrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tembarata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversarcomigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aíeu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei peloandar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei nabiblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passeiem frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo essetrajeto e ninguém em absoluto me viu.. Eu tive uma sensação muito ruim. Omeu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa dacabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também asituações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor seaproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passarpor mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivessepassando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você estáinserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acreditoque essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esseshomens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casadeles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles sãotratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelonome. São tratados como se fossem uma 'COISA'
Lamentável? Pois é, a sociedade se torna cada vez mais individualista. Hoje, ao entrar em um elevador com mais 4 pessoas dentro, todos sobem até o próximo andar olhando pro chão, ou pro cinza da porta metálica, mas menos dar um sorriso, ou um bom dia ao outro. A MUDANÇA COMEÇA EM CADA UM DE NÓS.
Para o mal perdurar, basta o bem não agir.
Beijos,
Ana Laura M. Sanchez
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