quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Teatro Mágico

Por Ana Laura M. Sanchez

"Pra falar a verdade, às vezes minto. Tentando ser metade do inteiro que eu sinto."
O Teatro Mágico



Arte.
Tom.
Teatro.
Alegria.
Palhaço.
Homem.
Carisma.
Magia.
Sociedade.
Poesia.
Cultura.
Circo.
Política.
Literatura.

 Assim, apresento-lhes O TEATRO MÁGICO. Banda para cantar, relaxar, viajar, namorar, alegrar. Foi formada em 2003, onde os integrantes da trupe se apresentam maquiados e vestidos de palhaço, nos trazem a idéia do "personagem interno" escondido em cada um de nós. Eles possuem uma filosofia que passa por construir sua participação na formação e diretriz do movimento Música Para Baixar (MPB) - comprometido com a defesa do livre compartilhamento de arquivos musicais via internet e flexibilização do direito autoral, que conta com adesão de artistas e músicos preocupados com a questão da censura na web. As canções vão sendo intercaladas pelo traçado tecnológico de ruídos telefônicos, sinais de rádio e mensagens de voz. 
Original, esta banda foi baseada no livro O Lobo da Estepe, do Hermann Hess.

"O dia mente a cor da noite, e o diamante a cor dos olhos, Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
O Teatro Mágico



As letras passam mensagens ocultas que muitos não compreendem, e interpretam como apenas uma " banda metida a alternativa que fogem da fama e pagam de intelectuais". Lamentável, mas nem Jesus agradou a todos. Tenho asco de certos pensamentos. Essa crítica saiu de uma menina de 16 anos, em um blog qualquer que acessei. Essa nova geração só me chateia em sua maioria. Não tem espírito inovador, revolucionário. Curtem bandinhas coloridas que escrevem sempre o mesmo enredo, o mesmo cabelo, os homens fazem vozes de garotinhos, lambem os cabelos e passam pelo público sem olhar pros lados, o público grita, chora e esperneia, pagando R$ 60,00 reais por esse desprezo. Não vou manchar este post por conta disso.

"Metade de mim, agora é assim: de um lado a poesia o verbo a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto... depende de como você vê: o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só"

O Teatro Mágico



Sou admiradora da banda, que possui diversidade de idéias, de expressões e instrumentos: violões, violino, guitarra, baixo, percussão, flauta, DJs, gaita, xilofone, bateria, bandolim e sonoplastia. Tocam pra todas as classes sociais, se apresentam em show particulares e na maioria, eventos patrocinados pelo poder público, como o Governo Federal e a Prefeitura de São Paulo, valorizando direitos a cultura a seus fãs. 



Sonho de uma Flauta
O Teatro Mágico

Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa


Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá


A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração


A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes é doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito

E o mundo é perfeito
Eu não pareco meu pai
Nem pareco com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração


Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é por alegria

Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo

Tem a sede que morre no seio
Nota que firmata quando desafino
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

Acessem a agenda da banda. Assistam a este espetáculo em shows, participem dessa mensagem do bem, todos merecemos um toque circense e mágico em nosso coração. a música é algo além de segurar o microfone no palco: é expressar sentimentos.


Beijo na ponta do nariz,

Ana Laura M. Sanchez

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Semelhanças...

Músicas que falam por nós.
Brasil, mostra sua cara, quero ver quem paga, pra gente ficar assim.

Por Ana Laura M. Sanchez



Sobradinho

Biquini Cavadão
Composição: Sá / Guarabyra

O homem chega e já desfaz a natureza
Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar
O são francisco lá prá cima da bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia

O mar também vire sertão


Terra De Gigantes

Engenheiros do Hawaii

Nessa terra de gigantes

Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes
As revistas
As revoltas
As conquistas da juventude
São heranças
São motivos
Pr'as mudanças de atitude
Os discos

As danças
Os riscos da juventude
A cara limpa
A roupa suja

Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)

O Rappa
 
Esperando que o tempo mude
As grades do condomínio

São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo

Ideologia

Cazuza
Composição: Cazuza / Frejat


Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...
Meus heróis

Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!

Eu quero uma pra viver


Perfeição

Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar

A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação

O Calibre

Os Paralamas do SucessoComposição: Herbert Viana

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei d'aonde vem o tiro
Entrincheirado, vivendo em segredo
E ainda diz que não é problema seu
E a vida já não é mais vida
No caos ninguém é cidadão
As promessas foram esquecidas
Não há estado, não há mais nação
Perdido em números de guerra
Rezando por dias de paz
Não vê que a sua vida aqui se encerra
Com uma nota curta nos jornais


Beijos na ponta do nariz,

Ana Laura

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fábula do Porco- espinho

Autor desconhecido
 

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:  Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.




Moral da História

O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.



Beijo na ponta do nariz,

Boa semana!

Ana Laura M. Sanchez

Leis para as Leis

Por Ana Laura M. Sanchez


Viver em sociedade é uma tarefa aparententemente fácil. Falar bom dia a seu vizinho, pedir informação na rua, parar no farol vermelho, dar preferência aos idosos na fila, ter bom relacionamento em casa e no trabalho. O meio social nos determina o que podemos e não podemos fazer, de acordo com as leis vigentes a cada País. No dia a dia, atravessamos na faixa de pedestre, andamos no limite de velocidade permitido, somos assaltados e não podemos reagir, não podemos andar pelados (nem deveríamos), não podemos furtar ou matar sem ser penalizado (pelo menos era pra ser assim), não devemos beber e dirigir (pelo menos era pra ser assim), não devemos gritar na frente de hospitais, ouvir som acima de não-sei-quantos decíbéis, ir no cinema sem pagar. Nós pagamos impostos, e parte dele vai para os presídios que comportam pessoas que tem habilidades como matar, estuprar, roubar, traficar, sequestrar e, claro queimar colchões (não se preocupe! No outro dia tudo é reposto). Todos temos direito ao ensino: as escolas públicas dão ensino básico, impossibilitando o aluno de conseguir prestar uma faculdade pública, a não ser que reforce o estudo com cursinhos preparatórios ($). Quem puder pagar mais, estuda escolas particulares, e depois em faculdades públicas, e depois abrem escritórios ou clínicas particulares, encerrando  ciclo, com contribuição de 0% ao Sistema Público de Saúde (é esse o agradecimento dado ao presente que o governo dá). Enfim, temos regras (leis) para que seja mantida a ordem na sociedade. Porém, muitas vezes, essas e outras atitudes, fogem do controle. Seu vizinho passa a ter inveja do seu carro, e planeja um sequestro a sua família (pois carro novo é sinonimo de dinheiro: ninguém qer saber qual seu suor nisso). Pessoas alcoolizadas passam no farol vermelho, causando acidente a  inocentes, outras reagem aos assaltos e na grande maioria, morrem.  Essas situações corriqueiras nos refletem a falta de valores que se perderam ao longo dos anos. Fiquei muito chocada com um caso em especial, marcante, que ocorreu no início do ano, e está ainda no site do G1. Expressado no blog de Geneton M. Netto, que admiro por ter a fórmula ideal de jornalismo. Segue o caso, que dispensa meus humildes comentários. Analise, e entenda se não faz sentido meu post descrito acima.


UM ESTUDANTE CHAMADO ALCIDES DO NASCIMENTO LINS, UMA EX-CATADORA DE LIXO CHAMADA MARIA LUIZA – E A ENORME, A INDESCRITÍVEL, A MONSTRUOSA VERGONHA DE SER BRASILEIRO.


A TV é imbatível na arte de produzir lembranças marcantes. Uma imagem aparentemente banal pode ficar anos gravada nas nossos retinas fatigadas. Um exemplo: a alegria sinceríssima de uma ex-catadora de lixo chamada Maria Luiza ao receber a notícia de que o filho tinha sido aprovado no vestibular de Biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco.

Detalhe: criado com as dificuldades imagináveis, o filho tinha tirado o primeiro lugar entre os alunos de escolas públicas aprovados no vestibular. A imagem da vibração da mãe tinha sido captada quase que casualmente pelo cinegrafista Marconi Pryston, durante a gravação de uma reportagem sobre o vestibular para o telejornal local da TV Globo Recife. A alegria da mãe ganhou repercussão nacional ao ser exibida no Fantástico, numa série conduzida por Zeca Camargo. Era comovente. O tema da reportagem era a felicidade. Em seguida, o exemplo do estudante ganhou espaço no Globo Repórter.

O filho de D. Maria Luiza iria se formar este ano. Mas foi assassinado a tiros, na porta de casa, no bairro da Torre, no Recife. Os dois assassinos procuravam por outro homem. Não o encontraram. Abordaram Alcides – que morava numa casa vizinha -, em busca de notícias. Como Alcides disse que não sabia onde estava o “alvo”, foi morto com dois tiros na cabeça, à queima-roupa. Execução sumária. Não há outra palavra para definir os autores do crime: são animais. Ponto.
Faltará alguém na festa de formatura da turma de biomedicina da Universdiade Federal de Pernambuco. A ex-catadora de lixo disse às tvs: “Minha vida acabou”.

O Brasil tem uma dívida enorme, indescritível, imensurável com Alcides do Nascimento Lins e com esta mulher. A dívida com Alcides jamais poderá ser paga. Uma vida foi desperdiçada em troca de quê ? De nada. Há qualquer coisa de terrivelmente errado num país que premia com dois balaços o filho de uma ex-catadora de lixo que, a despeito de tudo, chega à universidade na condição de primeiro lugar entre alunos de escola pública. Tinha vinte e dois anos de idade. Vinte e dois!

Neste momento, só há um sentimento possível : a enorme, a indescritível, a imensurável, a monstruosa vergonha de ser brasileiro.

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Estamos neste mundo de espiação e provas, e sendo a atual condição da Terra, o mal predomina. Essa é a razão por que neste planeta o homem vive a braços com tantas misérias, temos espíritos pobres, fúteis, revoltados e malígnos em meio a sociedade. Porém todos nós estamos em constante evolução, um dia a Terra sairá do estágio de expiação e provas e passará para a condição de mundo de regeneração, porquanto este globo está, como tudo na Natureza, submetido à lei do progresso. A Terra progride, assim, material e moralmente.


FEB- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
tema no 29
 
Vamos seguir em frente, com Fé sempre. É o que nos resta.
 
 
Beijo na Ponta do Nariz,
 
Ana Laura M. Sanchez

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

01 setembro de 1986

HOJE chegou por SEDEX os meus 24 Anos! Assim, sem mais nem menos... rápido demais!

Recebi com carinho dos meus amigos de trabalho (Santos-SP), um envelope com desejos de feliz aniversário e assinaturas de grande parte deles. Recebi ligações, alguns presentes e o carinho de muitas pessoas especiais. Essas são atitudes que me traz uma felicidade que não tem preço! Seguindo a ídeia de que o comum não me atrai.


Os anos passam num piscar de olhos. Ontem mesmo eu brincava na rua com os joelhos ralados (se bem que nesse ponto não mudei muito o lance de ralar joelho), passeava com a Bambina (minha boneca), ia no parque girar, balançar, escorregar, pular, pedalar, fazer bolha de sabão. Claro que muito disso não se perde, nem deve. Não podemos nos tornar adultos e deixar com que essas situações boas da vida existam somente como passado enterrado. Nosso interior precisa disso, de distração, passeios, uma pitada de loucura, riso, diversão, claro sem deixar as responsabilidades de adulto. Agradeço a Deus pela minha vida, pela minha saúde, por estar aqui hoje, podendo fazer uma das minhas realizações prediletas: me expressar em palavras e sentimentos. Obrigada a todos pelos parabéns. Cada um é especial em meu coração.

Por Ana Laura M. Sanchez



Começando a primavera
Flores se abrindo enquanto o transito é lento
a gota de orvalho escorre enquanto correm
Ninguém tem tempo para observar

O dia nasce com o mais delicado raio de sol
Pássaros cantam enquanto alguém é assaltado
As árvores derrubam folhas enquanto alguém tropeça
Ninguém tem tempo para observar

A lua invade o céu sem esperar o sol sair
A tardezinha garoa enquanto pessoas se estressam
O dia acaba e temos saúde enquanto muitos não tem
Ninguém tem tempo para observar

Na segunda feira, di 01 de setembro
No ano de 1986, uma super mulher deu a luz a ela
Diante a muita luta e perseverança
A mãe viu nos olhos o amor e esperança
Ninguém tem tempo para observar
Da esq para dir.: Otávio, mamãe, eu e Danilo - 1987


Observar que a vida passa rápido
Observar que ter saúde é uma dádiva
Observar que sorrir é o melhor presente
Observar que a vida é uma luta constante
Observar que a família é nossa fortaleza
Observar que caridade é essencial
Observar que amigos são raros
Observar que dinheiro não é tudo
Observar que amor não se compra
Observar que bom humor é nato
Observar que humildade é eterna





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Beijo na ponta do nariz,



Ana Laura M. Sanchez